sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Ano novo, vida nova?

Ano novo, vida nova?
Não! O ano novo é só a continuação da vida toda. Mas há coisas que se dizem que ajudam a fazer dela uma vida mais aceitável e gostosa.
No inicio de cada ano as noticias são as mesmas do ano todo. Somos convidados/desafiados a mudar (quase) todos os nossos hábitos pouco saudáveis e deparamo-nos, invariavelmente com as nossas dificuldades de o fazer.
Já não bastava ter constatado que a nossa família não é tão boa como gostávamos que fosse e que os presentes não foram (ainda) os que quereríamos.... ainda somos convidados a adoptar estilos de vida saudáveis (???)!
Bom, há ainda assim algumas coisas que podemos fazer quando se querem mudar algumas atitudes e comportamentos. Depois de voltar a por a árvore de plástico e as personagens do presépio na cave, podemos combinar connosco mesmos que o que queremos mudar no nosso quotidiano, para adoptar estilos de vida saudável, se deve fazer com algumas regras (universais).
Começar com objectivos pequenos/realistas, mudar o que está instalado desde há muito por passos pequenos, falar com os amigos sobre essas mudanças, não sendo o mais crítico de si próprio ou desistindo das rotinas que quer instalar porque tem muito que fazer.
Quando a vida lhe troca as voltas e a ocupa demasiado, não desista.
Se a aceitação destas mudanças o faz sentir-se ansioso (a ansiedade é, antes de mais nada, um sinal de alarme) fale com os amigos e se isso não resultar procure ajuda profissional.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

"I hope I didn't bore you too much with my life story"

a frase de Elvis Presley põe-me a pensar naquilo que é o essencial do nosso trabalho (ouvir as pessoas). O que é que os nossos pacientes nos dizem e que impacto têm em nós e que importancia terá isso para eles.
Sabemos que o que nos dizem não é a verdade mas é aquilo que podem dizer hoje, na esperança de que noutro dia possam dizer o que aconteceu.
A familia e o romace familiar de cada um, vai surgindo no discurso como ensaios de de si próprios que esperam assentimento do outro. Os medos de ser e de parecer que não são bons, vão dando lugar a medos meno medrosos de se ser mais agressivo (disso eu não gosto, gosto de me ter como alguém bom..).
Estas pessoas, a quem a dúvida de se ser quem é, impede de viver parecem ter tido familias que os não deixaram ser quem queriam ser e foram sendo quem podiam ser.... mostram-nos todos os dias que pretendem actualizar connosco as expectativas que temos delas.... esperando que não nos aborreçamos com as estórias das suas vidas

terça-feira, 11 de novembro de 2008

A journey of a thousand miles begins with a single step (Confucius)

Tal como Freud entendia, a certo passo, que o trabalho analítico consistiria em tornar consciente o que era inconsciente ( tendo-a alterado substancialmeente), também nós, estamos hoje, a afirmar coisas que sabemos estarem em mudança e serem só(?) o inicio de uma longa jornada.
O entendimento do que é, hoje, a psicoterapia psicanalítica não pode deixar de levar em conta que a relação psicoterapêutica é (decorre) geradora de sentimentos muio verdadeiros que emergem da própria relação sendo, por isso mesmo, dependentes do cotexto terapêutico. Não serão por isso transferiveis, no imediato, para o dia a dia dos pacientes. São, isso sim, elementos de organização interna que podem ser, desde logo, usados como instrumentos de regulação da relação nas sessões psicoterapêuticas.
O tecer das malhas do que decorre nas sessões psicoterapêuticas, fazendo o que parece ser, a cada momento, a melhor escolha e continuar a apresentar o que foi abordado em sessões passadas de modo a que a mente do paciente se permita a expansão e o enriquecimento no contexto das escolhas que vão acontecendo.
A ideia de ter Freud à cabeceira (do blog, claro) surgiu na sequência de ter ouvido, no fim-se-semana, um amigo a resumir a influência do pai da psicanálise no nosso pensamento actual do seguinte modo "pensar com Freud e não como Freud".
Embora isto pareça pouco importante é, em minha opinião, um forte contributo para que se possa pensar de modo criativo sobre a influência determinante que Freud tem, ainda hoje, na nossa vida e nos mais diversos campos do saber (arte, política, saúde...).
Freud continua a ser um inspirador e um exemplo do amor à verdade e ao que de mais importante há nas relações humanas (o amor).
há sempre uma primeira vez para tudo e, desta vez, dei comigo a querer "publicar" os meus pensamentos (first thoughts) com a comunidade. Se tiverem curiosidade (ou paciência) vão dando conta do que vos apresento